O Zine!
quarta-feira, 6 de outubro de 2004



5ª Edição


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República Participativa de Campos Bastos
Lorraine Blanche, 06 de Outubro de 2004.

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ÍNDICE:

Ø H.Q. – Neil Gaiman
Ø Série - Terrorismo dos Estados Unidos
Ø Histórias Tolkienianas
Ø Momento Legislativo
Ø Esportes Radicais – Série Mergulho, 2ª parte
Ø Concurso Literário de Campos Bastos
Ø Musicalidade

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HISTÓRIA EM QUADRINHOS

NEIL GAIMAN


Nascido em 10 de novembro de 1960, iniciou sua incursão ao mundo dos quadrinhos após conhecer em 1986 aquele que viria a ser seu parceiro em inúmeras revistas, Dave McKean. Embora trabalhasse como jornalista, Gaiman se envolveu na produção de uma revista em quadrinhos inglesa, escrevendo 3 histórias para esta; Dave Mckean estava desenhando para a mesma revista.
Na época, o editor da revista inglesa The Face, Paul Gravett, se interessou pelo trabalho de ambos e convidou-os para trabalharem juntos na produção de uma história de cinco páginas para a The Face. O resultado dessa união foi uma graphic novel de 44 páginas, chamada "Violent Cases" (ilustrada por Dave McKean), publicada em preto e branco pela de forma serializada na revista The Face, em meados de 1987, com introdução de Alan Moore.
Uma vez publicada nos EUA, esta Graphic Novel serviu de cartão de visitas para ambos procurarem a DC comics. Nesta editora, sob o selo "Vertigo", Gaiman realizou seus trabalhos mais conhecidos, dentre os quais as minisséries Orquídea Negra e Os Livros da Magia, a Graphic Novel Mr. Punch, Miracle Man e a popular revista mensal "The Sandman". Além destes trabalhos, Gaiman também escreveu a graphic novel Signal to Noise, pela "Dark Horse" e Angela, pela "Image". Sobre a personagem Angela, vale ressaltar que Neil Gaiman foi seu criador e não Todd McFarlane que é muitas vezes erroneamente creditado. A maior parte destas revistas foi criada em parceria com Dave McKean, sendo este em alguns casos responsável pela arte em geral, e em "The Sandman", apenas pela capa.

Agora, começando uma série de alguns dos meus vários preferidos de Neil Gaiman...

OS PERPÉTUOS

Há muito é dito que os Perpétuos são uma família de sete entes conceituais, descritos como "idéias envoltas em algo semelhante à carne".
Eles existem porque seres vivos inteligentes sabem que eles existem. Diversas religiões politeístas da Terra os consideravam como deuses.
Na Grécia antiga, por exemplo, viam Sonho como Morpheus, o Deus do Sono.

Mas os Perpétuos não são deuses, pois estes deixarão de existir quando seus adoradores e aqueles que lembram deles morrerem, enquanto os sete irmãos sobreviverão.
Aliás, Perpétuos é uma denominação incorreta, porque mesmo todos tendo se originarado há muito tempo, seis da família serão removidos deste plano dimensional pelo sétimo, a Morte.

Os Sem-Fim (como também são conhecidos) vivem em seus próprios reinos astrais, que não são lugares físicos, mas realidades criadas pela consciência dos seres vivos. Cada um deles possui um signo e uma galeria, na qual existem retratos dos sete. Mortais são capazes de perceber apenas aspectos dessas entidades, uma vez que elas podem aparecer em diversas manifestações.

Se um Perpétuo for morto, ele poderá reaparecer vivo em outra forma de si mesmo, possivelmente com uma personalidade ligeiramente mudada.

Um mortal percebe os Sem-Fim de acordo com sua própria formação cultural, ou espécie. Porém, cada um dos Perpétuos, exceto Desejo, apresenta-se sempre no mesmo aspecto sexual: Morte como uma fêmea e Sonho como macho, por exemplo.

Saiba mais sobre cada um dos Perpétuos....

DESTINO




...É o mais velho dos Perpétuos. No princípio havia a Palavra, e ela foi escrita à mão na primeira página de seu livro, antes mesmo de ser pronunciada.Para os olhos mortais, Destino é, também, o mais alto dos Perpétuos.
Alguns crêem que ele seja cego, enquanto outros, talvez mais sabiamente, alegam que ele tenha viajado além da cegueira e que, na verdade, não possa ver nada, exceto - enxergar - os finos traçados espirais das galáxias no vazio, observando os intricados
padrões da vida em sua jornada através do tempo.
Destino cheira a séculos e a pó, um odor que não é desagradável, e, em suas mãos, sempre traz um livro, preso ao seu pulso. Sua voz é como o farfalhar de velhos pergaminhos numa biblioteca, tarde da noite, quando as pessoas foram para casa e os livros começam a ler a si mesmos.
Ele caminha eternamente por seu jardim, onde, sempre no ponto em que ele se encontra, podem ser vistas várias trilhas por onde ele poderá seguir, mas, sempre,
apenas uma por onde ele veio.
Ele não deixa pegadas. Ele não projeta sombra.

Continua.....

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TERRORISMO DOS ESTADOS UNIDOS

Terrorismo político


A política externa dos Estados Unidos, via embaixadas americanas localizadas especialmente nos países periféricos, têm significado o terror de amplos setores da população e dos intelectuais que ousam fazer críticas e se opor ao pensamento único. Trata-se aqui de um desdobramento do terrorismo ideológico. Movimentos sociais e organizações não governamentais, bem como outras entidades da sociedade civil, são identificadas e perseguidas como inimigos da nação.
Qualquer reivindicação, ainda que seja por trabalho, saúde ou simplesmente comida, é vista como um caminho para a subversão e a desordem. Todo tipo de oposição é tido como suspeito. Recentemente, com o pretexto de combater o terrorismo, até escritórios da polícia secreta americana são instalados nos países ditos “aliados”, como no caso do Brasil. Desde os tempos da guerra fria, os EUA não poupam esforços na “caça às bruxas” que ousam refletir com a própria cabeça e que, de acordo com o momento, podem ser “mafiosos”, “comunistas” ou “terroristas” – todos sem exceção inimigos da
democracia, da civilização, do progresso. Repressão, perseguição e prisões arbitrárias, embora em menor escala do que durante os regimes de exceção, continuam na ordem do dia.
Não é sem razão que, em numerosas nações, a embaixada dos Estados Unidos tem sido alvo de atentados, manifestações e severas críticas. Não raro, elas substituem a função de elos diplomáticos entre dois países pela função de polícia secreta. O resultado não poderia ser outro: um sem número de bandeiras americanas são queimadas nas mais diversas mobilizações em todo mundo. Igualmente queimados são inúmeros bonecos representando o presidente de plantão da terra do tio Sam. Não deixa de ser sintomático o ódio em diversas partes do planeta, particularmente no mundo árabe, contra os símbolos do império norte-americano.
Não podemos esquecer, ainda, a atitude dos EUA com a pequena ilha de Cuba, encravada quase em seu próprio flanco e com o arqui-inimigo Iraque. Boicotes e bloqueios internacionais fazem parte das relações externas dos Estados Unidos – ou da falta delas. A tentativa de condenar à asfixia nações ditas inimigas, com imensos sacrifícios para sua população civil, tem manchado de veneno, ódio e vingança a política externa americana.

Continua....

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Leia também o Correio da Madrugada, Revista Extra e L’Étoile Rouge

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HISTÓRIAS TOLKIENIANAS

Escolhi para esta edição a história de uma das mulheres de Arda que acho mais bonita e triste; a que faz parte de outra história que também acho das mais bonitas, a da cidade escondida de Gondolin, a qual, tive imenso prazer de ouvir contando em uma das Casa de Vairë que pude participar, a nossa grande-mãe aranha, Shelob. Em alguma das próximas edições prometo colocar esta história aqui para vocês. Agora, chega de conversa...

AREDHEL AR-FEINIEL
A Dama Branca dos Noldor

A elfa Aredhel era conhecida como ‘a Dama Branca’, pois seus trajes eram muito alvos, com pequenos detalhes em prata. Filha de Fingolfin, da casa de Finwë, tinha dois irmãos, ambos mais velhos: Fingon e Turgon, o Sábio, fundador e rei da cidade escondida de Gondolin.
Quando Turgon, guiado por Ulmo, foi para Gondolin com seu povo, Aredhel permaneceu com ele. Turgon proibiu que os Gondolindrim deixassem os limites de Gondolin, para manter segredo sobre a localização da cidade, que não era conhecida pelos orcs de Morgoth, o Senhor das Trevas.
Entretanto, em dado momento, o inquieto espírito de Aredhel desejou voltar às terras onde vivera, e ela quis cavalgar livremente pelos campos como fizera outrora. Turgon consentiu na saída de sua irmã, a contragosto, e ela partiu acompanhada de três senhores da casa de Turgon. Porém a Dama perdeu-se de sua escolta, e prosseguiu sozinha, indo até as terras dos reis Celegorm e Curufin, filhos de Fëanor.
Aredhel permaneceu naquelas paragens algum tempo, mas, guiada por seu espírito inquieto, saía a cavalgar sozinha por lugares distantes. Certa vez, perdeu-se em uma cavalgada e foi parar em Nan Elmoth, nas florestas onde vivia Eöl, o elfo escuro, amigo dos anões, que preferia a escuridão das estrelas ao calor do dia. Eöl era filho dos elfos Teleri, e se apaixonou por Aredhel assim que a viu. Com encantamentos que conhecia, ele a atraiu à sua casa. Ela chegou à porta da morada de Eöl exausta, e ele ali estava para recepcioná-la. Eöl desposou Aredhel; os dois viveram juntos por muito tempo e tiveram um filho, Maeglin.
De sua permanência lá, é dito que por muito tempo ela não se opôs a ficar em Nan Elmoth sob o domínio de Eöl, apesar de estar proibida de sair à luz do sol, e só passear com ele à noite, observando as estrelas e a lua. Eöl lhe proibira também estar com os filhos de Fëanor ou outros elfos dos Noldor.
Entretanto, Maeglin cresceu; e, conforme Aredhel lhe contava as histórias de seu povo, crescia no espírito sempre inquieto da Dama Branca a saudade de Gondolin, e em Maeglin o desejo de conhecer a cidade onde seu tio reinava. Incitada pelo filho, Aredhel um dia fugiu com ele da casa de Eöl, voltando para Gondolin. Porém Eöl os seguiu, e conseguiu encontrar a entrada para a cidade oculta de Turgon.
Como Eöl era marido de Aredhel, foi-lhe concedido entrar em Gondolin. Mas Turgon anunciou que nem ele nem seu filho poderiam mais sair da cidade, e o sinistro elfo resolveu matar Maeglin e suicidar-se em seguida. Aredhel se interpôs entre Eöl e Maeglin, e acabou morrendo com o golpe do marido, que era destinado ao próprio filho.
Turgon chorou a morte da irmã que muito amava, e condenou Eöl a morrer por seu crime. Maeglin continuou vivendo em Gondolin, com todas as honras devidas a um sobrinho do Rei e filho da querida Dama Branca, que jamais foi esquecida.

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Não deixe de ouvir a Rádio Karambola

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MOMENTO LEGISLATIVO

Decidi por esta lei para esta edição, pois é algo que está presente em minha vida macro agora. Há uma casa, na rua onde moro, onde funciona uma empresinha, nela há um pit bull de cor marrom, muito lindinho que atende pelo nome de Turok, é um cachorro muito amável e muita gente que passa por ali passa a mão e brinca com ele (eu sou uma dessas pessoas). E no portão há uma placa onde se lê “Cuidado com o Cão”.
O que acontece? Um dos vizinhos dessa casa é um amigo meu, que me contou que o dono do Turok está espancando o cachorro para que ele fique bravo e não deixe que ninguém se aproxime do portão. Têm feito treinamento, (daqueles que o cara pula o portão, bate com o cassetete no cachorro e depois pula o portão de volta) o próprio dono, isso é um absurdo!!! Já faz um tempinho que isso vem ocorrendo.
Então, corri atrás de saber que providências eu poderia tomar para acabar com isso e descobri que é um caso de polícia, que isso dá cadeia e multa, isso mesmo! O pessoal do Projeto Esperança Animal (http://www.pea.org.br), sugere que imprima a lei e a leve na delegacia na hora de fazer o Boletim de Ocorrência, pois nem todos os policiais são conhecedores desta lei, e sabem que isso é um problema que eles têm que resolver.
Eis a lei...

Lei de nº 9.605 de 13 de Fevereiro de 1998
Legislação Ambiental Brasileira

Capítulo V - Dos Crimes Contra o Meio Ambiente
Seção I - Dos Crimes contra a Fauna


Art. 32º
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

que, em contato com a água, produzam efeito semelhante;
II. substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente:
Pena: reclusão de um ano a cinco anos.

Para ver a lei na íntegra http://www.pea.org.br/leis/textos/crimes_fauna.htm

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ESPORTES RADICAIS

MERGULHO




Mergulho no Brasil

Na edição anterior, você leu sobre a história do mergulho no mundo. Entenda agora como tudo começou no nosso país.
No Brasil, os equipamentos começaram a chegar na década de 70. Os cursos, a princípio, voltados ao Exército e Corpo de Bombeiros, se popularizaram e atualmente são bastante procurados em todo o mundo.
O mergulho é um dos esportes radicais que mais cresce no Brasil. Hoje é muito procurado como alternativa de combate ao stresse por executivos e profissionais das mais diferentes áreas de atuação. Além disso, permite que crianças - de mais de 12 anos - e portadores de algum tipo de deficiência, possam descobrir e conviver com as maravilhas do mundo submerso.
Para quem não sabe, o Brasil é privilegiado pela extensa variedade de pontos de mergulho, seja para mergulhadores de águas abertas ou não. Temos, por exemplo, Recife-PE que se considera a capital do naufrágio, Arraial do Cabo-RJ, a capital do mergulho e Bonito-MS, do mergulho em cavernas.

Além desses, temos excelentes opções em Santos-SP, Itanháem-SP, Ubatuba-SP, Ilha Grande-RJ, Paraty-RJ, Ilhabela-SP, Abrolhos-BA, entre outros.




Equipamentos necessários para o Mergulho

O aparato do mergulho é extenso e variável e depende da modalidade e especialidade escolhida pelo mergulhador.
Por exemplo, no mergulho recreacional, os equipamentos básicos se resumem na roupa de neoprene, máscara, snorkel, colete equilibrador, um primeiro estágio e dois segundos estágios (regulador principal e octopus), profundímetro, manômetro, nadadeiras e dependendo da composição física do mergulhador, cinto de lastro.
No mergulho em cavernas, tiramos o snorkel e acrescentamos as lanternas (primária e secundária), setas, carretilhas, prancheta, computador de mergulho, faca e o pregador. E ainda no mergulho profundo, temos, além de tudo isto, o liftbag e as braceletas.
O importante é que os equipamentos ofereçam conforto e segurança ao mergulhador.
Quem é míope, não tem com o que se preocupar, afinal já existe máscara com grau, o que dispensa o uso de óculos ou lentes debaixo d'água.
Se você for praticar mais de uma especialidade, recomendamos que você tenha mais de uma configuração. Por exemplo, o colete equilibrador usado no mergulho recreacional não deve ser usado no mergulho em cavernas, e a configuração de mangueiras também muda a cada especialidade. De uma forma geral, podemos dizer que existe uma configuração para o mergulho recreacional e outra para o mergulho técnico. Você vai ver mais sobre isto quando tratarmos de Mergulho Técnico.
Para aprender a mergulhar, geralmente, você não precisa comprar nada! Os centros de mergulho e operadoras oferecem a locação dos equipamentos pelo preço médio de R$ 15,00 a peça.
Ao terminar o seu curso básico, com orientação do instrutor, sugerimos que você compre os itens mais baratos, como exemplo a máscara, snorkel, nadadeira e cinto de lastro. Desta forma, você economiza no aluguel dos próximos mergulhos.

Continua na próxima edição....

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MUSICALIDADE

THE SMITHS





There is a Light that Never Goes Out

Take me out tonight
where there's music and there's people
who are young and alive
driving in your car
I never never want to go home
because I havent got one, anymore
take me out tonight
because I want to see people and
Iwant to see lights
driving in your car
oh please dont drop me home
because it's not my home, it's their home,
and I'm welcome no more
and if a double-decker bus
crashes in to us to die by your side
such a heavenly way to die
and if a ten ton truck
kills the both of us to die by your side
the pleasure and the privilege is mine
take me out tonight
oh take me anywhere, I dont care
and in the darken underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and Ijust couldn't ask)
take me out tonight
take me anywhere, I dont care
just driving in your car
I never never want to go home
because I havent got one
I havent got one.
There is a Light that Never Goes Out...

Tradução

Há uma luz que nunca se apaga

Me leve para sair esta noite
onde há musicas e pessoas
que sejam jovens e vivas
dirigindo em seu carro
eu nunca nunca quero ir para casa
porque eu nao tenho mais uma casa
Me leve para sair esta noite
Porque quero ver pessoas e eu quero ver luzes
dirigindo em seu carro
oh por favor nao me leve para casa
porque não e minha casa, é a casa deles
e eu nao sou mais bem vindo por lá
e se um ônibus de dois andares
bater em nós
morrer ao seu lado
que maneira paradisíaca de morrer
e se um caminhão de dez toneladas
matar-nosmorrer ao seu lado
o prazer e o privilégio são meus
me leve para sair esta noite
oh me leve para qualquer lugar, eu não ligo
e na passagem subterrânea, escura
eu pensei oh Deus, minha chance finalmente chegou
(mas então um estranho medo me tomou e eu simplesmente
não conseguia pedir)
Me leve para sair esta noite
Leve-me para qualquer lugar, eu não ligo
apenas dirigindo em seu carro
eu jamais quero ir para casa
Porque não tenho uma
não tenho uma
Há uma luz que nunca se apaga....

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II Concurso Literário de Campos Bastos

Concurso aberto a todos os micronacionalistas. Todas as obras deverão ser entregues no período de 07 a 31 de Outubro de 2004. Os participantes devem enviar e-mail contendo os seguintes dados:

Nome:

E-mail:

Micronação:

Categoria:

Obra(s):

O número de obras por participante é de no máximo cinco por categoria.
As obras serão julgadas por votação popular em Campos Bastos, ou seja, todos os cidadãos da mesma votarão em todas as obras, não sendo possível o voto, apenas das pessoas que tenham alguma obra inscrita.

As Categorias são: Poesia, Conto, Texto Humorístico, Artigo, Monografia e Crônica.

Os Critérios para Inscrição das Obras são:

Todas as categorias: as obras devem ser originais do autor e nunca ter sido publicadas em livro ou participado de outros concursos ou mostras. O tema é livre, atendidos os critérios de cada categoria.

Poesia: sem outras restrições.

Conto: Tamanho entre 20 e 200 linhas.

Texto Humorístico: Tamanho entre 10 e 50 linhas. Não pode ter conteúdo racista.

Artigo: Tamanho entre 20 e 200 linhas. Deve ser relacionado a assuntos micronacionais. Se tiver sido publicado originalmente em algum jornal ou revista, deve ser informado o veículo, a data de publicação e se foram feitas alterações ou não.

Monografia: Tamanho entre 40 e 500 linhas, fora a bibliografia. O tema pode ser micronacional ou macronacional. Deve conter introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliografia (referência das fontes utilizadas, que podem ser livros, jornais, e-mails etc.).

Crônica: Tamanho entre 20 e 100 linhas.

# Todos os tamanhos mínimos se referem a textos em corpo 12, fonte Times New Roman, papel formato A4, descontados, título, epígrafe e notas. Qualquer obra que não se enquadre nestes critérios será desclassificada.

# As obras vencedoras do Concurso serão divulgadas e premiadas* no dia 05 de Novembro.

# Todas as obras enviadas serão divulgadas a todos após o término do Concurso, na edição de Novembro d’O Zine.

# Para as inscrições das obras e esclarecimento de dúvidas envie um e-mail para fadinhavida@uol.com.br


* A escritora de obras infantis, Rosana Rios, fez a gentileza de fornecer os livros para a premiação.


Saudações!

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Editora Chefe: Marina de Paula

Comentários, críticas, matérias ou sugestões enviar e-mail para fadinhavida@uol.com.br. Abraços e até a próxima edição!!!





Marina- Fadinha |18:14:11 comentários[0].
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quinta-feira, 2 de setembro de 2004
DESAFIOS LÓGICOS (2º)

Quanto pesa tijolo e meio?

Um tijolo pesa 1Kg mais meio tijolo. Quanto pesa tijolo e meio?

...





Marina- Fadinha |15:56:42 comentários[10].
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quarta-feira, 1 de setembro de 2004
DESAFIOS LÓGICOS

Sequência Lógica

Qual a letra que falta nesta sequência?

Q A L Q F N


É isso aí... aguardo suas respostas.


Marina- Fadinha |15:38:35 comentários[6].
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004



4ª Edição


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República Participativa de Campos Bastos
Lorraine Blanche, 25 de Agosto de 2004.

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ÍNDICE:

Ø Série - Terrorismo dos Estados Unidos
Ø História em Quadrinhos – Betty Boop
Ø Reforma Urbana
Ø Histórias Tolkienianas
Ø Momento Constitucional
Ø Esportes Radicais – Série Mergulho, 1ª parte
Ø Musicalidade

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TERRORISMO DOS ESTADOS UNIDOS

Terrorismo ideológico

Quem não se recorda da famigerada Ideologia de Segurança Nacional? Filha da guerra fria e de um mundo bipolarizado entre duas potência – EUA e URSS – ela via inimigos públicos por toda parte. Os fantasmas do comunismo eram registrados, fichados e controlados pelos serviços secretos infiltrados em universidades, igrejas, sindicatos e organizações de todo tipo. Em princípio, todos eram suspeitos, até provarem o contrário. Com a derrocada da União Soviética, no final de década de 19980, o conflito ideológico entre capitalismo e socialismo perde a razão de ser. Instala-se então o chamado “pensamento único”. Os ideólogos do neoliberalismo passaram a considerar-se vencedores absolutos do conflito. A economia de mercado, segundo eles, era a única via que podia tirar as nações pobres do subdesenvolvimento. A alternativa socialista, morta e sepultada, tornava-se coisa do passado.
A teoria marxista e o socialismo são atirados ao lixo da história e seus defensores sofrem, de forma implacável e sistemática, um verdadeiro linchamento ideológico. Com Fukuyama, anuncia-se até o fim da história. O deus mercado, a partir de agora, será para sempre o senhor dos tempos.
Evidente que semelhante euforia e triunfalismo começam a mudar a partir das crises que se sucedem desde o início da década de 1970. Sinais cada vez mais agudos prenunciam o esgotamento desse modelo único. Fenômenos como a desaceleração e estagnação econômica, o empobrecimento progressivo e a exclusão social, as desigualdades e desequilíbrios crescentes, a corrupção e o crime organizado, a exacerbação da violência, entre outros, atestam a falência progressiva da via neoliberal.
O patrulhamento ideológico, entretanto, não deixou de perseguir os que ousam levantar críticas ao liberalismo selvagem. Ainda hoje, apesar de todas as evidências da crise e das incertezas que ela traz, os porta-vozes do FMI e os ministros que lhes são em tudo subservientes, insistem na mesma cartilha: a solução é mais mercado! Os opositores são chamados de pré-históricos ou de “dinossauros”.

Continua na próxima edição...

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HISTÓRIA EM QUADRINHOS

BETTY BOOP



Criação: Em 1930 a dupla Max e Dave Fleisher deu início a uma série de desenhos animados chamados "Talkartoons", criados para a Paramount Pictures. Entre estes desenhos estava "Dizzzy Dishes", um curta estrelado por dois personagens criados por Grim Natwick: um cachorro chamado Bimbo e sua amada, uma cachorrinha com um certo ar de buldogue chamada Betty Boop.
A popularidade de Betty, porém, rapidamente ultrapassou a de Bimbo e ela se tornou a figura principal do desenho, apesar de Bimbo ainda aparecer como, digamos, ator secundário (sempre como namorado ou pretendente da moça).
Com o sucesso, Betty rapidamente perdeuas características caninas (em especial as orelhas, que no final foram habilmente transformadas em brincos) e se tornou mais mulher. O corpo da personagem era declaradamente inspirado na legendária atriz Mae West e Betty cantava como ninguém (músicas no estilo de Helen Kane, conhecida como "Boop-Boop-a-Doop girl". As roupas sexis modelando o corpo e as músicas interpretadas por May Questal, que fazia a voz da personagem, acabaram elevando a mocinha ao "cargo"de primeiro sex symbol dos desenhos.
Ao todo foram produzidos mais de 100 desenhos estrelados por Betty, entre os quais se destacaram "Betty Boop for President" (1932), "Bamboo Isle" (1932) e principalmente "Riding the Rails" (1938), que chegou a receber uma indicação para o Oscar.
A popularidade de Betty aumentou ainda mais graças a participações musicais nos desenhos de dar inveja aos Simpsons Entre outros, o cantor e trompetista Louis Armstrong participou do desenho (no episódio "I'll be glad when you're dead, you rascal you", de 1932). Betty também virou brinquedos, relógios e bugigangas em geral. Em 34, a personagem virou tira de quadrinhos e em 39 ganhou um filme longa-metragem.
Nos anos 40/50, porém, a censura americana (o Hays Code, equivalente nos desenhos animados ao famigerado código de ética dos quadrinhos), obrigou Betty a mudar de roupa - usar vestidos longos, cobrindo as pernas - e a ser menos sensual. Com isso, a personagem entrou em declínio e quase caiu no esquecimento. Nos anos 80, porém, uma participação no desenho Roger Rabbit (ela já foi chamada de precursora da voluptuosa Jessica Rabbit) despertou novamente a curiosidade por Betty, que teve sua fama renovada e deve voltar as telas em breve (leia o item curiosidades no final desta página).
Enredo: Betty Boop é uma mocinha ingênua (ou, às vezes, que posa de ingênua) e extremamente sexy, que se envolve em confusões com seus amigos. Todos os desenhos envolvem, obrigatoriamente, uma performance musical com Betty, uma cantora nata que enlouquece os homens (e os cachorros também...)

Personagens

Além de Betty, o elenco é formado por Bimbo, o cachorro que estreava o desenho e era candidato a namorado da heroína; Grampy, um inventor excêntrico que pode resolver qualquer problema com a ajuda de seu chapéu pensador (cuidado, professor Pardal!); Koko, o palhaço, um personagem divertido, mas que na maioria das vezes aparecia apenas como "extra"; e Pudgy, o cachorrinho de Betty (apontado por alguns como o substituto de Bimbo no desenho) que chegou a estrelar alguns episódios como personagem principal.



BETTY BOOP VOLTA ÀS BANCAS BRASILEIRAS

A Betty Boop que a Opera Graphica Editora está lançando agora é a versão em quadrinhos oficial das histórias que eram publicadas todos os domingos nos jornais americanos no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Nos quadrinhos, Betty Boop é uma personagem de atuação efetiva, como uma atriz de hollywood sempre em busca de uma boa oportunidade ou vivendo ao lado de grandes astros e eventos.
A edição vem com capa impressa com acabamento de “laminação fosca”, que dá a impressão de que o livro tem capa de veludo.
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REFORMA URBANA

Desde a Segunda Guerra Mundial, consolida-se um modelo de desenvolvimento que coloca como central o crescimento econômico, a acumulação de capital, o lucro. Demonstrando uma voracidade sem limites, esse modelo de desenvolvimento subordina a seu objetivo uma perversa concentração da riqueza e a disseminação da pobreza. Para atingir esse crescimento sem limites, empresas e governos têm consumido as reservas naturais do planeta, destruído o patrimônio ambiental e criado países e cidadãos de primeira, segunda e terceira categorias.
Esse crescimento econômico, baseado fundamentalmente na expansão industrial e do consumo, deu origem à expulsão da população do meio rural, a um intenso processo de urbanização, ao surgimento das grandes metrópoles mundiais e a todos os graves problemas decorrentes do empobrecimento e da degradação ambiental.
As cidades tornam-se centros de gestão e de acumulação do capital organizados em escala planetária, núcleos de comando de uma vasta rede que integra o urbano e o rural. Essa dimensão territorial expressa uma crescente integração entre as problemáticas rurais, urbanas e do meio ambiente.
Hoje, milhões de pessoas se concentram em centros urbanos e vivem em críticas situações de poluição das águas, do ar, do solo, privados de qualquer perspectiva de satisfazer suas mais elementares necessidades de alimentação, moradia, abastecimento de água, saneamento básico, serviços de coleta e destinação final adequada do lixo urbano, transportes públicos.
Essa situação leva a uma deterioração das condições de saúde, comprometendo a própria reprodução da vida e sobrecarregando especialmente as mulheres no que diz respeito às suas responsabilidades cotidianas e junto à comunidade.
O empobrecimento e a degradação ambiental se tornam mais agudos em razão da política neoliberal praticada pelos organismos financeiros multilaterais e pelos governos que se desobrigam de investir em infra-estrutura urbana e em políticas sociais, provocando uma agressão à cidadania sem precedentes na história moderna e obrigando as mulheres a assumirem uma crescente no papel que têm na produção do habitat e na organização popular.
A produção da cidade, de seus equipamentos e serviços se faz privatizando o espaço público, submetendo-o aos interesses dos monopólios e do grande capital, sem a necessária atenção aos interesses dos cidadãos e à melhoria de sua qualidade de vida.
Ao submeter à lógica do mercado a prestação de serviços tais como saúde, educação e moradia, essas políticas promovem a exclusão dos empobrecidos, que não têm como pagar esses bens e serviços, tanto no Norte quanto no Sul. O resultado é um crescente número de sem-casa, meninos de rua, favelas, cortiços e periferias desequipadas, destruindo identidades, valores culturais, estruturas familiares, e levando muitas mulheres a assumirem o sustento de suas famílias.
Essa realidade não somente se expressa nos fenômenos descritos, mas se manifesta no mundo inteiro em um incremento da violência urbana, assassinato e repressão de incontáveis crianças, mulheres, sem-teto, assim como atinge também lideranças de movimentos sociais que lutam por democracia e melhores condições de vida nas cidades.
Uma ação reguladora dos governos se faz necessária para garantir maior justiça nas relações sociais. Ao contrário do que propõe a visão neoliberal, a atuação do Estado deve afirmar o desenvolvimento das políticas públicas e obedecer à lógica da inversão de prioridades, visando atender às camadas que mais se pauperizam por decorrência dos programas de ajustes estruturais.
O que está em causa é a necessidade de criação de um novo modelo de desenvolvimento sustentado que tenha como objetivo o bem-estar da humanidade em equilíbrio com a natureza, assentado centralmente nos valores da democracia e da justiça social hoje e para as gerações futuras, sem qualquer discriminação de gênero, econômica, social, política e de crença.
O que está em causa é a necessidade de criação de um novo modelo de desenvolvimento sustentado que tenha como objetivo o bem-estar da humanidade em equilíbrio com a natureza, assentado centralmente nos valores da democracia e da justiça social hoje e para as gerações futuras, sem qualquer discriminação de gênero, econômica, social, política e de crença.
A ativa participação da sociedade civil, especialmente dos movimentos sociais, das entidades e associações populares, introduz novos atores como agentes decisivos na construção de um novo modelo de desenvolvimento e requer dos organismos internacionais e dos governos que estes os aceitem como interlocutores e se abram à participação democrática.
Uma Reforma Urbana se faz necessária, baseada na expansão da participação dos cidadãos no processo de decisão das políticas em nível local, nacional e internacional, onde os valores políticos e culturais do dia-a-dia possam ser transformados.

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HISTÓRIAS TOLKIENIANAS

Cuivienyarna - A Lenda do Despertar dos Elfos




Nota do Tradutor: O texto abaixo foi traduzido da série HoME (history of middle earth), publicada e editada por Cristopher Tolkien, filho do professor Tolkien. Os contos desta série são, na verdade, um grande apanhado de textos e histórias que Tolkien desenvolveu ao longo dos anos, mas que nunca teve oportunidade (ou mesmo vontade) de publicar. Algumas destas informações são arcaicas, e podem entrar em conflito com as histórias publicadas em suas edições oficiais.

Enquanto seus primeiros corpos estavam sendo feitos da "carne de Arda", os quendi dormiam "no seio da terra", debaixo do verde gramado, e despertaram quando tornaram-se adultos. Mas os Primeiros Elfos (também chamados de Não-Nascidos, ou Nascidos de Eru) não acordaram todos ao mesmo tempo. Eru havia então determinado que cada um deveria estar ao lado de seu/sua "parceiro(a) destinado". Mas três elfos despertaram antes de todos, e eles eram elfos homens, pois elfos homens são mais fortes fisicamente e mais ávidos e aventureiros em lugares estranhos. Estes três pais elfos são chamados nos contos antigos Imin, Tata e Enel. Eles despertaram nessa ordem, mas com pouca diferença de tempo entre cada um; e a partir deles, dizem os eldar, as palavras um, dois e três foram feitas: os mais antigos de todos os numerais.*

As palavras eldarin a que se refere são min, atta (ou tata) e nel. O oposto é provavelmente histórico. Os Três não possuíam nomes até que desenvolveram uma linguagem, e nomes foram dados (ou tomados) após eles terem desenvolvidos os numerais (ou pelo menos os doze primeiros).
Imin, Tata e Enel despertaram antes de suas esposas, e a primeira coisa que eles viram foram as estrelas, pois acordaram no crepúsculo anterior ao amanhecer. E a próxima coisa que viram foram suas esposas destinadas dormindo no gramado verde junto a eles. Eles então ficaram tão encantados com a beleza delas que seu desejo pela fala foi imediatamente acelerado e eles começaram a "pensar em palavras" para falar e cantar. E sendo impacientes, eles não podiam esperar, então acordaram suas esposas. Assim, os eldar dizem, a primeira coisa que cada mulher elfo viu foi seu esposo, e seu amor por ele foi seu primeiro amor; e seu amor e admiração pelas maravilhas de Arda veio posteriormente.

Ora, depois de um tempo, no qual viveram juntos, e inventaram muitas palavras, Imin e Iminyë, Tata e Tatië, Enel e Enelyë caminharam juntos, e deixaram o verde gramado de seu despertar, e logo eles chegaram a outro gramado ainda maior e lá encontraram seis casais de quendi, e as estrelas estavam mais uma vez brilhando no crepúsculo e os elfos homens estavam nesse momento despertando.

Então Imin declarou ser o mais velho e ter o direito da primeira escolha; e ele disse: "Eu escolho estes doze para serem meus companheiros." E os elfos homens acordaram suas esposas, e tendo vivido juntos por um tempo e aprendido muitas palavras e inventado mais, eles caminharam juntos e logo, em outro vale ainda mais profundo e mais amplo, encontraram nove casais de quendi, e os elfos homens recém haviam acordado sob a luz das estrelas.

Então Tata reclamou o direito da segunda escolha, e ele disse: "Eu escolho estes dezoito para serem meus companheiros." Então novamente os homens elfos acordaram suas esposas, e eles moraram e falaram juntos, e criaram muitos novos sons e palavras mais longas; e então os trinta e seis caminharam para o exterior juntos, até chegarem a um bosque de bétulas por um rio, e lá eles encontraram doze casais de quendi, e os elfos homens estavam de pé da mesma forma, e olhavam para as estrelas através dos ramos das bétulas.

Então Enel reclamou o direito da terceira escolha, e ele disse: "Eu escolho estes vinte e quatro para serem meus companheiros." Novamente os elfos homens acordaram suas esposas; e por muitos dias os sessenta elfos moraram à margem do rio, e logo eles começaram a fazer versos e canções para a música da água.

Por fim, mais uma vez todos partiram juntos. Mas Imin notou que cada vez eles encontravam mais quendi do que antes, e ele pensou consigo mesmo: "Eu tenho apenas doze companheiros (embora eu seja o mais velho); Farei uma nova escolha ." Em pouco tempo eles chegaram a um bosque de abetos na encosta de uma colina, e lá encontraram dezoito casais de quendi, e todos ainda estavam dormindo. Ainda era noite e havia nuvens no céu. Mas antes do amanhecer um vento chegou, e instigou os elfos homens, e eles despertaram e ficaram impressionados com as estrelas; pois todas as nuvens foram sopradas e as estrelas brilhavam de leste a oeste. E por muito tempo os dezoito novos quendi não prestaram atenção aos outros, mas olharam para as luzes de Menel. Mas quando, por fim, voltaram seus olhos novamente para a terra, eles contemplaram suas esposas e acordaram-nas para que olhassem para as estrelas, gritando-lhes elen, elen! E então as estrelas receberam seu nome.

Ora, Imin disse: "Eu ainda não escolherei"; e Tata, então, escolheu estes trinta e seis para serem seus companheiros; e eles eram altos e de cabelos negros e fortes como abetos, e deles a maioria dos noldor posteriormente originou-se.

E os noventa e seis quendi conversaram entre si, e os recém-despertos inventaram muitas palavras novas e belas, e muitos artifícios de linguagem interessantes; e eles riram, e dançaram sobre a encosta da colina, até que finalmente desejaram encontrar mais companheiros. Então todos partiram juntos novamente, até que chegaram a um lago escuro no crepúsculo; e havia um grande penhasco próximo a ele no lado leste, e uma cachoeira descia do alto, e as estrelas reluziam na espuma. Mas os elfos homens já estavam se banhando na cachoeira, e eles haviam despertado suas esposas. Havia vinte e quatro casais; mas até o momento eles não possuíam uma linguagem formada, embora cantassem docemente e suas vozes ecoassem nas pedras, misturando-se com o ímpeto das quedas d'água.

Mas novamente Imin conteve sua escolha, pensando "na próxima vez será uma companhia maior". Porém Enel disse: "Eu tenho a escolha, e eu escolho estes quarenta e oito para serem meus companheiros." E os cento e quarenta e quatro quendi por muito tempo moraram próximo ao lago, até que todos adquiriram as mesmas vontades e a mesma linguagem, e estavam alegres.

Por fim Imin disse: "Agora é a hora na qual devemos prosseguir e procurar mais companheiros." Mas a maior parte dos outros estava satisfeita. Então Imin e Iminyë e seus doze companheiros partiram, e muito vagaram durante o dia e durante o crepúsculo na região ao redor do lago, próximo ao qual todos os quendi haviam despertado - por esta razão ele é chamado Cuiviénen. Mas eles nunca encontraram mais companheiros, pois o conto dos Primeiros Elfos estava completo.

E assim era que os quendi sempre contavam às dúzias, e que 144 foi por muito tempo seu número mais alto, tal que em nenhuma de suas línguas posteriores havia um nome comum para um número maior. E também sucedeu-se que os "Companheiros de Imin" ou a Companhia Mais Velha (da qual vieram os vanyar) eram, apesar de tudo, apenas quatorze ao todo, e a menor companhia; e os "Companheiros de Tata" (dos quais vieram os noldor) eram cinqüenta e seis ao todo; mas os "Companheiros de Enel", embora fossem a Companhia Mais Jovem, era a maior; deles vieram os teleri (ou lindar), e no início eles eram setenta e quatro ao todo.

Ora, os quendi amavam toda Arda que eles já haviam visto, e coisas verdes que brotavam e o sol de verão eram seu deleite; mas apesar de tudo, eles sempre foram mais tocados no coração pelas estrelas, e as horas de crepúsculo em tempo bom, ao "amanhecer" e ao "anoitecer", eram as horas de seu maior prazer. Pois nestas horas na primavera do ano, eles despertaram pela primeira vez para a vida em Arda. Mas os lindar, acima de todos os outros quendi, desde o seu princípio eram mais apaixonados pela a água, e cantavam antes que pudessem falar. ***

Esta história, eu contei na Casa de Vairë, da Toca SP do Conselho Branco. Foi a primeira história que contei para umas 50 pessoas e quase morro de vergonha, mas acabei conseguindo apesar do nervosismo. Mas não pretendo passar por isso de novo, hehehe.

A linguagem dos elfos para toda a obra de Tolkien, realmente foi criada por ele, e hoje há escolas na Europa que lecionam o Quenya. Para as pessoas interessadas em aprender essa língua, podem acessar o site www.conselhobranco.com.br e se filiar, fazendo parte de uma das Tocas, e entre elas há grupos de estudos do Quenya, entre outras línguas élficas.


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ESPORTES RADICAIS

MERGULHO – Parte I



Leis & Regulamentos
Assim como para dirigir é preciso a carteira de motorista, para mergulhar não é diferente, você precisa ser certificado. Fazendo o curso básico de mergulho você consegue a sua credêncial, e passa a poder mergulhar em qualquer lugar do mundo.
Embora no Brasil não existam leis que regulamentem o mergulho recreacional, quando você vai alugar um equipamento ou fazer um mergulho embarcado, onde a fiscalização é maior, a credencial é exigida. É praticamente um consenso entre os centros de mergulho e operadoras, tanto para controle e organização quanto para segurança.
É importante você saber que o mergulho em cavernas, divisão técnica desse esporte - vamos ver mais a respeito - foi regulamentado pelo Ibama em julho/2001.
Existem várias organizações que certificam mergulhadores, porém as mais conhecidas no Brasil são a PADI e a PDIC. Para você ter uma idéia a PADI é responsável pela certificação de 55% dos mergulhadores de todo o mundo e 70% nos EUA.

Você sabe como tudo começou?

Que o fundo do mar é fascinante todos nós sabemos, ou pelo menos já ouvimos dizer, mas você sabe realmente como tudo começou?
Foi em 1946, quando o mergulho se tornou esporte comercial. O homem que mais contribuiu para isto foi Jacques Yves Cousteau. Isto mesmo, aquele que cansamos de ver na televisão, que popularizou o estudo da vida marinha através dos seus inúmeros livros, filmes, propagandas e programas de televisão. Na vida, Cousteau tinha duas paixões: o oceano e o mergulho. Sua paixão por este esporte foi tanta que o inspirou a desenvolver o aqualung, também conhecido como Scuba (self-contained underwater breathing apparatus), que hoje nos permite respirar debaixo d'agua. Foi praticamente uma vida inteira destinada a investigação submarina, que tanto contribuiu para o aprendizado de milhões de pessoas em todo mundo.




Em homenagem a Cousteau....

A carta aos mergulhadores, carta esta que todo mergulhador, ou pessoa que aprecie o esporte, precisa conhecer!

Carta aos mergulhadores

Como todos os seres humanos, nascemos no coração da mãe-terra. Temos braços e pernas, respiramos oxigênio que entra em pequenos pulmões. Passamos grande parte da nossa vida na posição vertical que nos dá uma maior autonomia e conforto na terra. Vistos superficialmente somos iguais a todos os seres humanos.
Mas analisando um pouco mais fundo, alguma coisa nos faz diferente. Nascemos com os olhos acostumados ao azul das águas. Temos um corpo que anseia pelo braço do mar e, um pulmão que aceita grandes privações de ar apenas para prolongar a nossa vida no mundo azul.
Somos homens e mulheres de espírito inquieto. Buscamos na nossa vida mais do que foi dado. Passamos por grandes provas para nos aproximar dos peixes. Transformamos nossos pés em grandes nadadeiras, seguramos o calor do nosso corpo com peles falsas e chegamos ate a levar um novo pulmão em nossas costas. E tudo isto para quê ? Para podermos satisfazer uma paixão, um sonho. Porque nós, algum dia, de alguma forma, fomos apresentados a um mundo novo. Um mundo de silêncio, calma, mistério, respeito e amizade. E esta calma e silêncio nos fizeram esquecer da bagunça e agitação do nosso mundo natal. O mistério envolveu nosso coração sedento de aventura.
O respeito que aprendemos a ter pelos verdadeiros habitantes desse mundo. Respeito esse que, só depois de ter sentido a inocência de um peixe, a inteligência de um golfinho, a majestade de uma baleia ou mesmo a força de um tubarão, podemos compreender.
E a amizade. Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos. Então levamos mais alguem. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas. E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos.

E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, mergulhadores.

Jacques Yves Cousteau 11/01/1910-25/06/1997


Continua na próxima edição...

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MUSICALIDADE

PLACEBO




THIS PICTURE

Composição: Brian Molko

I hold an image of the ashtray girl
As the cigarette burns on my chest
I wrote a poem that described her world
That put our friendship to the test
And late at night while I was on all fours
She used to watch me kiss the floor
What's wrong with this picture?
What's wrong with this picture?

Farewell the ashtray girl
Forbidden snowflake
Beware this troubled world
Watch out for earthquakes
Goodbye to open sores
To broken semaphore
You know we miss her
We miss her picture

Sometimes it's faded
Disintegrated
The fear of growing old
Sometimes it's faded
Assassinated
The fear of growing old

Farewell the ashtray girl
Angelic fruitcake
Beware this troubled world
Control your intake
Goodbye to open sores
Goodbye and furthermore
You know we miss her
We miss her picture

Sometimes it's faded
Disintegrated
The fear of growing old
Sometimes it's faded
Assassinated
The fear of growing old

Hang on
Though we try
It's gone
Hang on
Though we try
It's gone

Sometimes it's faded
Disintegrated
The fear of growing old
Sometimes it's faded
Assassinated
The fear of growing old

Can't stop growing old (x5)

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Expediente Geral: Marina de Paula



É isso aí, pessoal! Fiquem a vontade para enviar-me qualquer comentário, crítica, matéria ou sugestão para o e-mail fadinhavida@uol.com.br. Abraços e até a próxima edição!!!






Marina- Fadinha |17:50:46 comentários[0].
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